A Direção de Turma na Escola do séc. XXI: Liderança, Comunicação e Visão Estratégica de Intervenção turma T1
Apresentação
Na escola atual a Direção de Turma (DT) é uma das mais relevantes estruturas de gestão intermédia da escola. Um cargo que não se pode esgotar em funções burocráticas e que assenta em 3 pilares fundamentais para a promoção do sucesso educativo: VISÃO ESTRATÉGICA (diagnóstico, gestão, intervenção), COMUNICAÇÃO / mediação (alunos, professores e encarregados de educação) e SUPERVISÃO (de uma equipa pedagógica, da garantia inclusiva, do desenvolvimento do currículo, da efetividade da avaliação pedagógica). Estes requisitos exigem um compromisso que tem um enquadramento legislativo com responsabilidades específicas na coordenação dos professores da turma, no envolvimento das famílias e na implementação de um trabalho de colaboração entre encarregados de educação, professores e alunos, mas onde frequentemente encontramos inconsistência na forma como é operacionalizado. Ao assumir este papel supervisor DT liderará um Conselho de Turma que funcionará como um ecossistema autopoiético (autónomo, que está constantemente se autoproduzindo, autorregulando, mantendo interações de auto reformulação dinâmica com a turma que o sustenta). Esta rede colaborativa (network) forja-se num objetivo comum (a partilha profissional), num foco de interesse comum (a melhoria das aprendizagens), num ambiente de entreajuda colaborativa proativa. Esta formação cria um espaço de reflexão colegial sobre as exigências do cargo e a reconstrução de um novo perfil profissional e pedagógico para a sua boa prática.
Destinatários
Professores dos Ensinos Básico e Secundário
Releva
Para os efeitos previstos no n.º 1 do artigo 8.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores, a presente ação releva para efeitos de progressão em carreira de Professores dos Ensinos Básico e Secundário. Para efeitos de aplicação do artigo 9.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores (dimensão científica e pedagógica), a presente ação não releva para efeitos de progressão em carreira.
Objetivos
Explorar reflexivamente a importância do desenvolvimento de um perfil de um Diretor de Turma que coloque a sua Inteligência Emocional ao serviço da relação profissional interpares, da relação pedagógica com os alunos e da comunicação com os Encarregados de Educação; Contextualizar as funções nos novos normativos para a Escola do séc. XI; Promover um espaço de debate, assente na partilha de ideias, práticas e reflexões a partir de bases teóricas apresentadas e hipotéticos casos práticos; Desenvolver capacidades de análise e diagnóstico na procura de estratégias de intervenção para a melhoria do perfil de aprendizagem da turma; Potenciar o trabalho colaborativo para um plano de intervenção despiste problemas disciplinares e melhore o clima de sala de aula; Fomentar uma visão de colaboração e reforço do questionamento reflexivo para a valorização da relação empática na construção de novos cenários de entreajuda e na promoção da melhoria de aprendizagens dos alunos e do sucesso profissional dos professores.
Conteúdos
1. Breve cronograma da progressão legislativa no sentido de uma escola mais inclusiva e as progressivas exigências para a liderança pedagógica de um /a Diretor de Turma 1.1. Os novos contextos legislativos (Perfil do Aluno/ A.F.C/ Escola Inclusiva / Estratégia para a Cidadania e Desenvolvimento /Avaliação); 1.2.O/a diretor/a de Turma enquanto coordenador de um Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular; 1.2. O Perfil e o Papel da liderança pedagógica de um/a DT; 1.3. Caracterizadores do sucesso educativo. 2. A Comunicação na liderança pedagógica 2.1. A assertividade comunicacional com pares, alunos e encarregados de educação; 2.2. A potencialidade do feedback pedagógico; 2.2. A importância da comunicação estratégica nas reuniões periodais com encarregados de educação: a mensagem, o compromisso, as dinâmicas colaborativas .; 2.3. Gestão estratégica do desenvolvimento de uma reunião: Liderança, organização, comunicação, democraticidade, interpelação, deliberação, decisão. 2.4. O papel de supervisão pedagógica do/a Diretor/a de Turma na sensibilização para a Avaliação Pedagógica; 2.5. Debate de experiências de situações -problema na comunicação e formas assertivas de construir pontes de comunicação (workshops assíncronos sobre cenários hipotéticos). Reflexão sobre as conclusões. 3. Ecossistemas pedagógicos e clima de sala de aula: 3.1. Perfis de aprendizagem versus perfis de saber estar (aprender a ser, melhora o aprender a saber); 3.2. Gestão da Inteligência Emocional (a gestão assertiva das componentes autoridade /afetividade na ação de liderança pedagógica) 3.3. Estratégias de Motivação. 3.4. Aplicação das neurociências à educação. 3.5. Estratégias preventivas e resolutivas de situações -problema no ethos escolar. 4. A Visão Estratégica num Plano de Turma (do diagnóstico à intervenção) 4.1. Diagnóstico do perfil de aprendizagem da turma (construção de uma Análise S.W.O.T.) 4.2. Análise dos dificultadores e dos potenciadores; 4.3. Estratégias para transformar o grupo-turma numa equipa- turma: motivar para o sucesso das equipas em contexto educativo potenciando o desempenho individual e o sucesso coletivo; 4.4. Criação sinergias colaborativas (pensamento convergente/divergente) para planos que respondam ao diagnóstico S.W.O.T. com Criatividade e Inovação Pedagógica potenciando as dinâmicas de aprendizagem da turma; 4.5. Construção de um Plano de Intervenção para a Turma; 4.6. Apresentação dos trabalhos realizados e debate sobre a sua pertinência e melhoria. 5. Avaliação do desenvolvimento do percurso formativo.
Metodologias
Desenvolver um momento de formação, assente numa lógica de reflexão e de procura de respostas adequadas aos desafios que se colocam hoje aos Diretores de Turma. Apresentação reflexão e discussão de normativos e conceitos estruturantes da temática a partir de disparadores reflexivos vídeo, áudio, PPT ou documento textual; Elaboração dos materiais didáticos e de materiais a aplicar nos contextos particulares da ação desenvolvida por cada formando e pelos grupos de trabalho; Elaboração de uma análise diagnóstico S.W.O.T. do perfil de aprendizagem de uma Turma; Construção de um Plano de turma que responda às fragilidades /potencialidades identificadas (implementação e feedback possível de acordo com o cronograma da formação), que integre os materiais produzidos; Divulgação, avaliação e discussão colegial dos Planos de Turma e dos materiais produzidos em contexto e das práticas experienciadas pelos formandos.
Avaliação
A avaliação dos formandos docentes é contínua, participada por todos os intervenientes. Os instrumentos avaliativos constituirão um portefólio de avaliação onde serão consideradas todas as evidências da qualidade da participação, das dinâmicas interpessoais no trabalho colaborativo, da intervenção na criação de materiais para a operacionalização dos conteúdos formativos explorados e as evidências de qualidade e aplicabilidade do Plano de Turma e a qualidade e pertinência do Trabalho Individual, enquanto reflexão individual. Em conformidade com o Despacho nº459/2015, a avaliação dos formandos é expressa numa classificação quantitativa na escala de 1 a 10 valores, tendo como referente as seguintes menções: * Excelente de 9 a 10 valores; * Muito Bom de 8 a 8,9 valores; * Bom de 6,5 a 7,9 valores; * Regular de 5 a 6,4 valores; * Insuficiente de 1 a 4,9 valores. Não são certificados formandos cuja assiduidade seja inferior a dois terços da duração da ação de formação, conforme o Artigo 5º do Despacho nº 459/2015.
Bibliografia
ALARCÃO, Isabel &ROLDÃO, Maria do Céu(2008). Supervisão. Um contexto de desenvolvimento profissional dos professores. Mangualde: Edições Pedago, Lda. ALARCÃO, Isabel &ROLDÃO, Maria do Céu (1996). Formação Reflexiva de Professores Estratégias de supervisão. Coleção Cidine, nº1. Porto; Porto EditoraAZEVEDO, Joaquim (2003). Cartas aos diretores de escolas. Porto: Edições ASA.COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS (2005). Princípios Comuns Europeus para as práticas e Qualificações do Professor. Bruxelas: CCECORTESÃO, Luísa, (2000) Ser professor: Um ofício em risco de Extinção? Reflexões sobre práticas educativas face à diversidade, no limiar do século XXI. Porto. Edições Afrontamento
Anexo(s)
Formador
Elvira Felicidade Ferreira Rodrigues Tristão
Cronograma
| Sessão | Data | Horário | Duração | Tipo de sessão |
| 1 | 16-10-2026 (Sexta-feira) | 18:00 - 20:00 | 2:00 | Presencial |
| 2 | 20-10-2026 (Terça-feira) | 18:00 - 20:30 | 2:30 | Online síncrona |
| 3 | 23-10-2026 (Sexta-feira) | 18:00 - 20:30 | 2:30 | Online síncrona |
| 4 | 27-10-2026 (Terça-feira) | 18:00 - 20:00 | 2:00 | Online síncrona |
| 5 | 06-11-2026 (Sexta-feira) | 18:00 - 20:00 | 2:00 | Online síncrona |
| 6 | 13-11-2026 (Sexta-feira) | 16:00 - 20:00 | 4:00 | Presencial |
| 7 | 20-11-2026 (Sexta-feira) | 16:00 - 20:00 | 4:00 | Presencial |
| 8 | 24-11-2026 (Terça-feira) | 18:00 - 20:00 | 2:00 | Presencial |
| 9 | 11-12-2026 (Sexta-feira) | 16:00 - 20:00 | 4:00 | Presencial |